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CRÓNICA

Malisca



Hoje abri a minha caixa

Não a de Pandora

A minha, uma caixa de madeira maciça

Onde guardo trejeitos de mim

De ontem e de agora

Onde  aconchego aromas e aparas

De fruta madura, roliça

Gengibre, alfazema e jasmim

E também palavras

Todas a conjugar o verbo amar

E de todas as que lá estão

Sobressai o teu nome

Escrito em papel  já gasto

Na forma de coração