Home Cardus Edição 154, fevereiro 2026

VISITAR MUSEUS FAZ BEM À SAÚDE…

Antonio

Nota: texto elaborado com base na rubrica diária que o autor mantém na Rádio Amália: “Sei de um rio, sei de um Museu.”

Registo sonoro

Metro de Roma

MUSEU DA FARMÁCIA

Num belo dia de sol Violeta e Pedro estão a almoçar numa esplanada mesmo em frente ao Miradouro de Santa Catarina em Lisboa.

A conversa começa com um comentário de Violeta:

- Esta esplanada tem uma localização extraordinária.

- E tem um nome curioso. Chama-se Pharmacia Chef Felicidade.

- Porque tem este nome?

- Pelas razões da nossa vinda a este local. Está no quarteirão do Museu da Farmácia e é uma felicidade estar aqui contigo.

- Sempre brincalhão. Também estar contigo é sempre uma felicidade, mas é verdade que o Museu da Farmácia, fica aqui perto?

- Sim. Que eu saiba há em Portugal três Museus da Farmácia. No Porto, em Vila Viçosa e este aqui em Lisboa.

- E o que é que este museu tem assim de tão especial que mereça a nossa visita?

- A brincar posso dizer que uma das peças mais importantes deste Museu é o João Neto que é o diretor desta instituição. Para além de ser um grande museólogo é meu amigo.

- Tu tens amigos em toda a parte. Mas de que acervo estamos a falar?

- Para já a exposição aborda cinco mil anos da história da saúde e da farmácia em várias civilizações.

- Mas concretamente o que podemos ver?

- Várias farmácias, sendo uma delas chinesa do século XIX que foi trazida de Macau. Mas há muito mais. Uma farmácia portátil do século XVII, máquinas e aparelhos utilizados pelas boticas no fabrico e armazenamento de medicamentos, como almofarizes, vasos de botica, frascos de farmácia de vidro, balanças, matrazes, a farmácia portátil utilizada por Roald Amundsen na expedição ao Polo Norte em 1911, outra usada por Carlos Sousa no Lisboa Dakar e muito mais.

- Até já estou cansada com tantas coisas para ver.

- Uma das peças que gosto mais é uma máscara que era usada pelos profissionais de saúde no tempo da Peste Negra.

- Já usavam máscaras na Idade Média?

- Sim. Vou telefonar ao João Neto. Se ele lá estiver faz-nos uma visita guiada de altíssima qualidade.

- Não deves abusar. Este museu também é gratuito?

- Não. É um museu privado e como tal as entradas são pagas. Mas para o que vamos ver é um preço irrisório.

O Miguel telefona para o Dr. João Neto que se mostra disponível para uma visita guiada.

- Vamos embora, pois o João está à nossa espera. Vais gostar tanto dele como do Museu.

- Vou trazer aqui o Miguel, pois está-me a parecer que vou ter uma bela surpresa.

- Boa. Na próxima visita a um museu o Miguel também poderia vir connosco.

- Boa sugestão. Não tens ciúmes dele?

- Claro que não. Quero que vocês estejam bem, que a vossa relação seja boa e bonita e, principalmente, que sejam felizes.


(continua)