Cardus Edição 141, janeiro 2025
Dados técnicos:
Data de emissão: 21.10.2024
Design: Sandrine Chimbaud
Mais informação:
Selo 1Deux sites spectaculaires classés au patrimoine mondial de l’Unesco. Deux silhouettes majestueuses dessinées à la perfection. Deux prouesses architecturales que des milliers de kilomètres séparent… Émouvants témoins de foi et de culture, le Mont Taishan, la première des cinq montagnes sacrées de Chine, et le Mont-Saint-Michel, l’un des plus célèbres sanctuaires de France, font l’objet d’une émission philatélique commune à l’occasion du 60e anniversaire des relations diplomatiques franco-chinoises.
Tout empereur récemment intronisé voulait effectuer l’ascension de Taishan pour y pratiquer des sacrifices en hommage au Ciel et à la Terre. En cheminant entre palais, temples, inscriptions, sculptures, le visiteur ressent le caractère sacré de l’endroit, vénéré depuis 3 000 ans et site incontournable du taoïsme.
Lieu de pèlerinage majeur de l’Occident chrétien, le Mont-Saint-Michel doit tout aux moines bénédictins qui s’y installèrent en 966. L’abbaye, «la Merveille», chef-d’œuvre de l’art gothique normand, s’élève dans un enchevêtrement vertigineux de constructions audacieuses. Du haut de ces deux monts, un panorama à couper le souffle célèbre l’œuvre conjointe de la nature et de l’art.
Para comemorar os 60 anos das relações diplomáticas entre a França e a China, as instituições postais dos dois países emitiram uma série conjunta de dois selos, com referências a dois grandes monumentos religiosos um de cada nação: o monte St. Michel no caso da França e o monte Taishan no caso da China. Ambos são património mundial da humanidade.
O monte st. Michel é meu conhecido. Encontrei-me com ele em 2001 num périplo pela Europa de Autocaravana. Nessa altura a estrada de acesso terminava num grande parque mesmo em frente da abadia onde as autocaravanas podiam pernoitar. Hoje parece que já não é bem assim. O governo francês resolveu reabilitar a zona, o monte voltou a ser uma ilha, os carros ficam agora cá atrás, e transportes apropriados levam os turistas até perto do monte e da sua conhecida abadia. As últimas quatro centenas de metros são a pé por cima de um passadiço de madeira.
Estar no monte St. Michel foi o ponto alto dessa grande viagem pela Europa.
O Monte Taishan foi-me dado a conhecer através desta emissão de selos. É uma das cinco montanhas sagradas da China, por ele peregrinaram muitos imperadores e por ele continuam ainda hoje a subir e descer peregrinos agora acompanhados de muitos turistas que lhe conferem o título de montanha mais escalada do mundo.
O ponto mais alto está 1545 metros acima do nível do mar e são cerca de 7,5 km sempre a subir para se atingir a “Porta do Céu”. Por estas medidas percebe-se quão inclinada é a subida. Existe um teleférico, mas a maior parte das pessoas sobe a pé por uma escadaria monumental de pedra, que é composta por 6660 degraus e que é a parte mais espetacular e mais fotografada do monte. Ao que leio, a subida demora em média quatro horas.
Dois lugares que merecem uma visita, não só por quem quer viver para lá da morte, como também por aqueles que gostam de viajar e apreciar realizações humanas.