Home Cardus Edição 152, dezembro 2025

CRÓNICA

Cardus



MONTAR UMA CABANA



Previamente, o terreno foi alisado e sobre ele colocada uma massa de material rijo e compacto para suportar a habitação.

Foi necessário um dia para colocar os barrotes da base alinhados e horizontais. Eram só dois, o avô e o neto, este vindo expressamente de longe para participar na construção.

No dia seguinte, de manhã, mais um familiar chegou, neste caso, um tio. As paredes foram subindo rapidamente, as peças encaixavam perfeitamente umas nas outras. Num instante foram montadas as paredes laterais, a do fundo e a da frente com o espaço aberto para as futuras portas.

Passou-se de seguida à cobertura. Primeiro o teto (forro) e depois, por cima deste, a telha asfáltica para o proteger da chuva.

Mais um grupo chegou, nele vinha quem ainda veio a tempo de rematar as pontas do telhado. Para a história da cabana e para a foto final, ficaram assim, os dois primeiros, o que veio a meio e o que veio quase no fim, mas ainda a tempo de participar.

Em paralelo uma equipa própria tratava do almoço destinado a quem trabalhava na cabana, na cozinha e na assistência aos trabalhos.

O almoço já foi dentro da cabana onde todos couberam à vontade. E, como é normal, depois do almoço já não se pode fazer mais nada; ainda a conversa não tinha acabado e já o sol se punha no horizonte.

Ficou assim para a semana seguinte, a colocação do soalho, das portas e das fechaduras. Agora já com a equipa mais reduzida, sem problema, a parte mais complicada estava despachada.

Trabalho de equipa, intergeracionalidade, natureza, amizade, convívio, ingredientes básicos para os bons momentos da vida, aqueles que gostamos de viver.